“Não te dá um pouco de medo? Sei lá, de eu ir embora ou algo acontecer e tiver que partir. Acho que não só eu, como todo mundo já pensou em algo desse tipo “E quando eu for embora, quem vai sentir minha falta?”. No meu caso, penso se você sentiria minha falta, como seria sua reação. Se iria acostumar rápido, me trocar… Dói quando imagino essa parte. Diz para mim, será que você choraria? Não gosto de te ver chorar, mas acho que ficaria feliz se fosse por mim, pela minha falta. Super egoísta isso né? Infelizmente, estou sendo sincero. Sou egoísta mesmo, principalmente quando se trata de você. Teria algum arrependimento… Algo que gostaria de ter feito ou falado comigo? E os nossos planos, seriam seus com um outro alguém? Ou o que é nosso, nunca vai ser de mais ninguém? Estou parecendo idiota com essas perguntas… Eu sei. E mais idiota ainda por chorar só de imaginar. Só que se ser idiota é ter medo de te perder, de te deixar só ou nas mãos de um outro alguém. Serei sempre idiota assim. Desse meu jeito errado e torto, desastrado e dramático. De todas as formas possíveis… Eu serei idiota. Mas o idiota que sempre te amou. Até quando ninguém quis amar.
“Você disse “Oi”; eu respondi.
Você não tinha mais cigarros; eu ofereci.
Você queria andar; corremos.
Você queria beijar; eu também.
Você tinha medo; eu não.
Você tinha algo; eu não tinha ninguém.
Você me beijou. Você me beijou.
Eu queria beijar; você não sabia mais.
Eu queria correr, você fugiu.
Eu tinha você; você não queria nada.
Eu disse “Oi”; você disse “Adeus”.
Eu tenho tantos cigarros; você nem fuma mais.
Queria que você ligasse; você não ligou.
Queria que você falasse; você se calou.
Queria que o tempo passasse; você voou.
“E eu nem sei quando foi que comecei a achar bonito o teu sorriso. Nem quando comecei a passar alguns minutos olhando a tela do meu celular esperando algum sinal de que lembrou de mim ou qualquer coisa assim. Nem quando comecei a torcer pra você dizer que sentiu a minha falta ou que lembrou de alguma coisa que me envolva e sorriu, rapidamente, me fazendo pensar que não sou tão boba assim por pensar em você o tempo inteiro. Aliás, também não sei quando foi que passei a pensar em você o tempo inteiro. Eu acordo, passa o dia inteiro, vou dormir e só acontece você em mim. Eu nem sei quando foi que comecei a sorrir ao escutar o barulhinho de mensagem chegando, nem quando meu coração começou a dar pulos de alegria sem parar por ler um simples “gosto tanto de você”. Nem sei quando comecei a sentir tua falta, ou desejar a tua presença nos lugares onde estou. Muito menos querer estar ao teu lado para cuidar de você ou, simplesmente, estar. Nem quando tive tanta confiança ao ponto de te contar os meus sonhos e segredos. Ou mesmo listar as minhas manhas e defeitos, sem medo de que você desistisse de mim. Eu nem sei quando foi que me tornei assim: tua, mas tão tua, que eu não sei mais ser minha.
“Mas se você não me procura, é porque consegue viver sem.